Blog de IvanCadima - O Petit Poeta


03/12/2013


Tristeza minha. Alegria tua

 

Tristeza minha. Alegria tua.

 

Eu quero as penas do mais triste dos fados.

Quero que  o mais melancólico dos fados tenha pena do meu fardo.

 

Que sigas tua vida com a alegria das alegorias da sambista.

Que eu arraste meus dias com  a tensão de um equilibrista.

 

Que teu coração bata dançando em alegria.

Que meu sangue desfile em agonia.

 

Que teus amores te façam feliz

Que meus olhos te vejam na meretriz

 

Que tua boca encontre línguas apaixonadas

Que meu paladar desfrute de lágrimas salgadas

 

Que teu corpo se desnude a lindos amantes

Que minha alma se prenda a novos barbantes

 

Que tua fome de tesão repouse em mesa farta

Que meus simples desejos alimentem-se de sopa rala

 

Que teu gozo, que tanto nos enlouqueceu, encontre porto seguro

Que meu êxtase, que tanto te prendeu, se contente com a vizinha  em apuro.

 

Que tua alegria festeje cada sorriso, cada brilho de encantamento.

Que eu seja forte para alimentar-me de tristeza e sofrimento.

 

Que sigas tua vida e seja feliz,

 

Quanto a mim, não se preocupe, meu sobrenome é infeliz.

Escrito por Ivan Cadima às 20h50
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14/11/2013


Cintura ao vento

 

Cintura ao vento

 

Queria apenas te abraçar pela cintura. Te rodar.

Simplesmente de acarinhar. Docemente te amar.

 

Ver seus cabelos voarem.

Ver seu sorriso nascer.

Ver  seu corpo ferver

Ver seus olhos brilharem.

 

Sentir o abraço de teus beijos

Segurar o beijo dos teus braços

Fazer amor do nosso jeito.

Encostar nossos lábios em laço.

 

Respirar o ar dos teus pulmões

Admirar as estrelas com teu olhar

Soltar minha voz com o teu cantar.

Enamorar nossas solidões.

 

Sorrir com teus dentes.

Correr com tuas pernas.

Olhar-te com tuas lentes.

Enlaçar duas vidas eternas.

 

Chorar com tua alma.

Amar com tua calma.

Sonhar com teu sono

Ser rei no seu trono.

 

Queria só isso.

E apenas isso.

 

Escrito por Ivan Cadima às 20h28
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29/10/2013


Amor Vettorial

Amor Vettorial

 

Ah menino! Entrasse em minha vida como um vetor.

Pensei eu que fosse, exponencialmente, amor.

Loucuras me permiti, na sala, na cozinha, no banheiro.

Até cascata te dei sob meu chuveiro.

 

Amor que imaginei não seria vetorial

Pois, se assim fosse, seria banal.

Mas sim extremamente Vettoriano.

Àquele que não cabe nenhum dano.

 

De mim, tudo dei.

De ti, apenas a dor herdei.

 

Sabias que no meu peito batia dois corações.

Sentias que nossos olhos lacrimejavam mil borboletas de emoções.

 

Amor vetorial, jurava eu, no mesmo sentido com a mesma intensidade

Mas nesse espaço vetorial de “n”  dimensões, surge um triângulo de distributividade.

 

Já não éramos, apenas, nos dois, simplesmente.

Havia três em sua mente.

Agonizava, pois um amor doente.

 

Mas há de se arrepender

Por não ser só três nesse querer

Afinal, agora, são quatro a perder.

 

Sei que na tua mente esses último mês não mente.

Certeza tenho que, amor, esse velho novo amor não sente.

Diferente de mim, ela não te figura como um novo presente.

Com ela, você é presenteado pelo excesso de passado. Um belo futuro? Tente!

 

Mas até as coisas mais simples que vivemos não terão sido por nada.

Dos mimos infantis ao meu sorriso camarada.

Dos nossos banhos gostosos a nossa salada de batata.

Todas me darão força para continuar, sozinha, a minha jornada.

 

Você é inesquecível. Você é para sempre. Mas já dizia o poeta.

Que sempre não é todo dia.

E assim você vai viver, sempre e todo dia, a minha espera.

 

Eu? Por favor, não me espere.

Já estarei com outra pele.

Com outro amor.

Em outro vetor.

Escrito por Ivan Cadima às 12h29
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25/10/2013


O Eu e o Seu

 

O Eu e o Seu

Perguntaram-me outra noite o quanto existe de mim naquilo que escrevo.

 

Respondo para que se desnudem as dúvidas.

 

Estou presente em cada texto, em cada poema , em cada reflexão.

Existe uma lágrima minha pingando em cada “i” e “j”.

 

Existe uma alegria minha sublinhando cada exaltação!

Existe uma interrogação minha em cada dúvida pertinente.

Existe uma excitação minha em cada exclamação rompante.

 

Existe um tesão meu, só meu, em cada desejo desejado.

 

Existe uma mentira minha em cada ilusão desenhada.

Existe um fogo meu aceso em cada brasa e fogueiras acesas.

 

Existe uma saudade minha em cada amor fracassado.

Existe uma melancolia minha em cada amor não encontrado.

Existe uma esperança minha, sempre,  em cada novo amor apresentado.

 

Existe sempre um EU em cada poema que é SEU.

A diferença reside apenas em um “S” , mas “S” é de soma, de plural, de nós dois.

Sentimos a dois!

 

Então, repito, existe sempre um EU em cada poema que é SEU.

 

Escrito por Ivan Cadima às 18h36
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11/09/2013


Cachos

Cachos

 

Em quais cachos dos teus me encaixo?

Em qual encaixe dos meus dedos adormecerão teus cachos?

 

O que será das minhas noites sem a ilusão dos teus abraços.

Talvez a saudade suada e  solitária de outros braços.

 

E como conter tamanho fascínio por um sorriso de eterno domingo.

Mulher-Menina que além de fazer suspirar os homens quando passa sem tino.

Incendeia de inveja e furor as mulheres de olhos cáusticos alcalinos.

 

Fortaleza feminina em corpo escultural.

Sonhos de menina em colo maternal.

 

Desejos não de um olhar de fora, mas sim de uma visão de dentro.

Ironia do destino, pois é dessa fonte que me alimento.

 

Caso do acaso? Ou casualmente esse caso causou um apaixonante caso?

Qualquer que seja o caso, temos certeza que não veio com atraso.

 

E como não te olhar de dentro pra fora

Se já é dentro de você que meu coração mora.

 

Cachos ao acaso. Caso sob os cachos.

É no labirinto dos teus cachos que me acho.

 

 

Escrito por Ivan Cadima às 19h46
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08/09/2013


Vulcões

 

Vulcões

Ai! Olhos famintos...

 

Que me devora com esse olhar sacana.

Essa boca bacante profana.

 

Morde os lábios, espia a minha alma, violenta minha castidade.

Sorri. Sorri.  Sabe que me provoca de verdade.

 

Doa esse corpo exposto à falta de pudor.

Conhece meu calor e meu infinito ardor.

 

Seduz com rebolado. Com encaixe e desencaixe.

E é no meu corpo que sonhas, novamente, em dar-se.

 

Um vai e vem de prazeres em todos os sentidos.

Esse bumbum oferecido.

Inquieto, depravado.

Esteticamente perfeito. Sexualmente faceiro.

 

Ah! Esses seios.

Afoga-me em teu néctar.

Aquece-me entre eles.

Presenteia-me com novas descobertas.

 

Tuas coxas como algemas, me prendem em celas macias e perpétuas.

Prazeres que se medem em léguas.

 

Tua boca é a entrada de um vulcão que incendeia cada canto do meu corpo.

Teus olhos,  pêndulos  hipnotizantes que fazem de mim seu pequeno escravo nos devaneios da devassidão dos teus desejos.

 

Ah! Seu caudaloso rio!

Transborda de ti.

Transborda em mim.

Afoga-nos de imenso prazer, sim!

 

Nesse rio navegamos em uma intensa doação de tesões...

Sob  os lençóis , sobre as nossas areias...

Sobre os nossos vulcões.

Escrito por Ivan Cadima às 00h06
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06/05/2013


Ainda...

 

Ainda

 

Ainda guardo, pelo corpo, cabelos seus daquela noite sempre bem lembrada.

Ainda trago na boca a ultima palavra por seus lábios sussurrada: saudade

 

Meus dedos, ainda, imprimem as tuas digitais.

Meus olhos, ainda, espelham os seus em cristais.

 

No céu estrelado de cada praia, ainda, estão os holofotes dos nossos desejos.

Na memória daquela testemunha inesperada, ainda, se guardam nossos segredos.

 

Ainda penso em você.

Você ainda mora em mim.

Seu rosto, no porta-retratos, ainda se vê. Mesmo que, ainda, não seja você.

Será que você ainda pensa em mim?

 

Aquele beijo ainda cala minha boca

Aquele corpo ainda acolhe meus sonhos

Nossa trilha sonora, na minha vida, ainda soa.Ouça!

Nossa história, nosso dia a dia? Ainda enfadonhos.

 

A saudade? Vou levando, vou vivendo. Ainda.

A vontade? Vou tentando, vou matando. Ainda.

 

Aquele beijo, flor? Ainda beija a flor.

Afinal, ele ainda é nosso beija-flor.

 

Ainda... Ainda...

 

Escrito por Ivan Cadima às 22h41
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21/04/2013


Malinha

 

Malinha

 

Que bom saber que és de novo  minha;

Que no meu peito tu te aninhas;

Que teu corpo no meu se alinha;

Em curvas ou em linhas.

 

Que tua boca busca respostas na minha;

Que para o prazer, no meu corpo caminha;

E que gemes teu gozo em ladainha.

 

Tuas mãos buscam coisas que são apenas minhas;

Tuas pernas se enlaçam naquelas que são minhas.

Teus pés descobrem segredos além da graminha.

 

Menina-mulher com rosto de anjinha,

Que deixa da blusa cair a alcinha

Que me seduz em roupa e em calcinha

Que extrai de mim a última gotinha.

 

E pensar que tudo isso é apenas uma palinha

Que nossos corações, só agora, tocaram a campainha.

Que nossos futuros estão bem guardados em malinhas.

E é lá que serás só minha.

Malinha.

Escrito por Ivan Cadima às 14h56
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06/02/2013


Confete de Cinzas

Confete de Cinzas

Oh! Coração fantasiado de felicidade.

Esquece-te que teu amor não está nessa cidade.

 

Arremesse a serpentina da lembrança

E lembra-te da moça naquela dança

 

O gingado dela em sambista

O “frevor” daquelas pernas passistas

 

Quadris em remelexo

Empenando meu eixo

 

Quando o sol, já ao fim, brilhou alaranjado e seu olho alumiou.

Tu, coração, pequenino e partido, ao ritmo do amor se entregou.

 

Cabelos loiros emolduravam um par de bochechas rosadas

Ao redor foliões dos quatro cantos te lançavam cantadas

Mas, oh! Alegria, foi em meu peito onde fizeste morada.

 

O Grande Galo abriu suas asas e acolheu com calor, e que calor, dois corpos amantes.

As ladeiras da Cidade Alta nos conduziam a fantasias e a máscaras inebriantes.

 

O Marco Zero marcou o primeiro “eu te amo”

O qual foi dito por ela, salve engano.

 

Chora agora coração, pois sabes que estás despido dessa felicidade;

Grita Coração! Pois já não dormes nessa feliz cidade.

 

No peito o colorido desse amor

Na memória, as cinzas dessa saudade.

Escrito por Ivan Cadima às 18h52
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04/11/2012


Inquietude

Inquietude

 

Quando peço silêncio extermínio o silêncio.

Quando falo no nosso futuro, sua resposta já dormiu no passado.

Quando calo pra te ouvir, meu grito já feriu seus ouvidos.

Quando nego teu amor, já aceitei o meu desejo por você.

Quando choro a tua dor, já enxuguei as minhas lágrimas.

Quando te faço feliz, já me entreguei à tristeza.

Quando falo em nós dois, já me esqueci de mim.

Quando sonho teus sonhos, já acordei  dos meus pesadelos.

Quando te dou um sopro de vida, já prendi minha respiração.

Quando te deixo livre pra viver, já virei teu escravo.

Quando celebro tuas virtudes, fomento meus vícios.

Quando te privo da embriaguez, inebrio minha razão.

Quando acredito que te amo, já desacreditei do meu amor.

 

E assim vivo a inquietude de saber que quando vivo tua vida, enterro meus sonhos.

Escrito por Ivan Cadima às 12h54
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24/07/2012


Somos Deuses... (Por Katarina Brandão)

Em homenagem ao nascimento de uma grande mãe, a minha.

24/07/2012

Por Katarina Brandão

Somos deuses...

 

Na verdade, eu nem preciso ser amada para viver [A pessoa só precisa de algo que não tem]. Se minha alma é pura e jamais se desvinculou do amor de Deus, eu nunca deixei de ser amada. Eu tenho em minha própria essência o amor e o dom de amar. Deus é amor. Nós também somos deuses. O amor esteve o tempo todo em mim. Eu não preciso ser amada por ninguém para viver porque eu já sou amor, já tenho o amor dentro de mim.

 

Então eu simplesmente não preciso ser rejeitada nem ser amada para viver. Eu preciso somente ser eu mesma. Puro amor. Filha de Deus.

 

Eu simplesmente não preciso ser rejeitada nem amada para viver. Eu preciso somente ser eu mesma.

 

Então eu olho para o meu próprio ser em criação dentro do ventre da minha mãe e lhe digo com propriedade: todo o amor que existe está em ti, está em mim.

 

O meu castelo. Deus.

 

A verdade está tão clara e evidente que a gente não vê. O tempo todo em mim. Deus é amor. Somos filhos de Deus. Estive apenas esquecida por muito tempo. Tudo o que é Deus está dentro de mim. Eu já sou. Eu sou. Eu sou. A vida me pertence porque eu Sou uma com Deus e com tudo o que existe, só o amor.

 

Impossível não ser assim. Impossível. Deus é puro amor. Deus é puro amor.

 

Deus é só bondade e misericórdia. Impossível que não seja assim. Eu já tenho todo o amor em mim. Eu já sou amada e amo. Impossível. Impossível. Não há como ser de outra forma. É só o que existe de real. A essência divina. É só o que existe de real, a essência divina de cada um. É a verdade que já está dentro de todo mundo, mas com tempo é encoberta. Deus é tão bondoso que nos dá o livre caminhar. Nos desvios da vida a gente vai se esquecendo da grande e única verdade: somos só amor. Mas tudo o que é simplesmente é, e um dia a gente lembra, pois não há como mudar o que existe. Há como demorar um pouco a reencontrar o que somos; nós vivemos buscando algo nas várias formas da nossa inquietude, buscamos sem saber o que buscamos, pois buscamos como se fosse algo fora de nós mesmos. Basta buscar o que está dentro, para mais rapidamente achar. E esse reencontro é a morte de uma vida que não existia.

E esse reencontro é mais do que um reencontro a dois, é o reencontro com tudo o que é. Impossível ser de outra forma. Impossível nesse reencontro não abraçar ao universo e ao infinito e não enxergar que somos todos um.

 

Na caminhada em direção ao reencontro, nós nos rendemos às ilusões. A rendição, o olhar para dentro, permite A Grande Verdade para fora.

O processo de rendição envolve humildade. Somos pequenos...

Escrito por Ivan Cadima às 07h46
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09/06/2012


Os sinos e o meu coração

Os sinos e o meu coração

Os sinos foram feitos para apanharem por dentro. Não se bate num sino por fora.

Sua estrutura foi feita pra isso, para ser espancando internamente, às vezes, de hora em hora.

 

O lado de fora?  Ah! nele estão insígnias, brasões, corações de leões.

De fora se vê os desenhos, a arte esculpida à mão, em alguns, a riqueza de nações.

 

Imponente, os sinos, quando não estão apanhando, descansam lá em cima, seu lugar é o topo.

Nunca se vê um sino no chão, ao alcance das mãos, ao toque dos enamorados. Ele não é bobo.

 

Não, ele é magistral. Tem lugar privilegiado qualquer que seja a ocasião.

Ironia! Sendo tão majestoso porque apanhas como em plena escravidão?

 

A beleza dos sinos reside na elegância de ser açoitado incansavelmente por dentro e manter a fidalguia e fina estampa por fora.

É agredido pelo mesmo material e sangue dos quais é construído, mas sempre fica; nunca vai embora.

 

Horas e mais horas expostos à humilhação de um castigo em público, normalmente em praça pública.

Oras, mas, oras!  O que tem a ver com isso o meu coração em súplica?

 

Oxalá cá dentro do meu peito trouxera um sino em troca desse coração.

Ao menos, cá fora, ostentaria magistral insígnia e brasão.

 

Mas não, nem o céu me deseja. Nem o andar mais alto me aceita.

Fico no chão. E no lugar mais baixo me olha e me deixa.

 

Magistral? Não, banal. Um mero passatempo dos seus caprichos.

Será que o coração não é de humano, mas sim de qualquer outro bicho?

 

Se pelo menos eu tivesse o charme e a beleza dos sinos.

Mas nem isso. A mim me resta saborear a insignificância de um pseudo paladino.

 

No entanto, haverá um dia em que todos os sinos se rebelarão. Negarão soar seus cantos. Despirão de suas vestes pomposas. Descerão ao chão. E , em uníssono, se calarão não importa a idade.

Ah! Nesse dia. Que felicidade! Nesse dia eu estarei sorrindo, você há de ver.  Subirei ao ponto mais alto, onde sempre quis estar. Adornarei meu corpo com alegorias que sempre mereci.  E irei apanhar como um sino, mas não hei de chorar, mas sim, cantar-lhe meu amor, por toda a eternidade.

Escrito por Ivan Cadima às 00h10
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04/05/2012


Caio Fernando Abreu

"Fique feliz, fique bem feliz, fique bem claro, queira ser feliz. Você é muito lindo e eu tento te enviar a minha melhor vibração de axé. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim.
Com cuidado, com carinho grande, te abraço forte e te beijo,

P.S.: Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis. E amanhã tem sol."

Caio Fernando Abreu

Escrito por Ivan Cadima às 19h16
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08/01/2012


Lua, Luar e Gonzagar!

Caros Amigos e Leitores,

Oxalá que as festas de Natal e Reveillon tenham sido repletas de paz e saúde a todos. Meus votos para um 2012 muito melhor que o ano findouro.

Para reiniciar as postagens em 2012, inicio com o principal homenageado de 2012 , nosso saudoso e querido Gonzagão. Eu, ainda com o perfume de Exu no corpo, rendo oficialmente minhas homenagens ao Reio do Baião, ao pai de Gonzaguinha, ao Avó de Daniel e Fernanda, de Amora e Mariana, ao padrinho de Dominguinhos e ao amigo de tantos outros corações saudosos.

Lua, Luar e Gonzagar.

 

O baixo falou mais alto.

A sanfona não chorou, lamentou.

 

O triangulo tomou forma de sino.

A zabumba com seu couro molhado de lágrimas ecoava batidas de corações em lástima.

 

Exu dormiu e não acordou.

Granito marmorizou saudades.

 

Salgueiro acumulou o sal de tantas lágrimas.

Trindade clamou à Santíssima.

 

Araripina se ergueu sobre a chapada engessada de dor.

Serra talhou em si um xau-xado amargurado. Os lampiões se apagaram para chorar no escuro.

 

Serrita aboiou vaqueiros órfãos.

Bodocó silenciou suas sanfonas

Juazeiro amargou tristeza mais profunda que suas raízes.

 

Pernambuco gritou em silêncio.

Brasil silenciou o silêncio.

 

Olhos ao céu , olhos a lua, olhos ao Lua.

Mas, Vive!

Vive , sempre, Luar e Gonzagar.

 

Escrito por Ivan Cadima às 11h08
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21/12/2011


Feliz Natal e um 2012 de Conquistas! - Reflexão

Meus Caros Amigos e Leitores, segue meus votos de um feliz Natal e um Reveillon repleto de alegrias, e que 2012 seja de muitas conquistas e poesia em nossas vidas. Segue video bem diferente do tradicional, impressionante e poético. Que cada um pesque poesia e relexões ao assistirem-no. Bjo a todos

 

Escrito por Ivan Cadima às 12h49
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26/11/2011


E de agora em diante

E de agora em diante

E de agora em diante teria sido decretado o amor sem problemas
E seriam vitrines nos olhos, e as almas vagariam sem medo


E de agora em diante seria pra sempre o que pra sempre acabara


E seria tão puro o desejo dos homens,
Que dionisio enlaçaria a virgem com braços enternecidos
E aplaudiríamos, calmos e frenéticos como um são francisco febril


E de agora em diante pra trás não haveria
Não mais a virtude dos fortes, mas o mérito dos suaves


O homem feminino e a mulher guerreira
O amor comunitário, sem ciúmes.


Dariam as mãos as moças que amo e brincariam de roda em volta de minha preferida
E um artesão criança esculpiria flores nos cabelos e um sorriso sincero no rosto


E de agora em diante mahatma ghandi tava vivo pra sempre e jesus era hippie,
Beethoven era roqueiro e lenon era como nós


E se não desse certo, de agora em diante, ao menos teríamos tentando.

(OMnegro).

Escrito por Ivan Cadima às 12h52
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08/11/2011


Por que Escrevo?

Por que Escrevo?

 

Não escrevo por dinheiro.

Não escrevo pra ser chamado de doutor.

Não escrevo para ser o melhor, tampouco , melhor do que ninguém.

Escrevo por amor

 

Escrevo por que quero, por que gosto. Escrevo por que queres, por que gostas.

 

Escrevo para tirar uma lágrima, para arrancar um sorriso, para roubar um amor, para aumentar meu amor.

Escrevo para plantar uma dor, cutucar uma saudade, embrulhar um rancor.

 

Escrevo para desnudar o outro, para despir a mim.

Escrevo para sobreviver aos nãos, para sonhar com o teu sim.

 

Escrevo para reviver o que não vivi, para relembrar o que sonhei.

Escrevo para chorar a tua dor, para sorrir da dor que guardei.

 

Escrevo  para dizer que te amo, escrevo para dizer que sinto saudades

Escrevo para dizer que ainda te amo

Escrevo para te dizer que ainda vou te amar.  Seja em terra, ar ou mares.

 

Escrevo por que sei que tu lês

Escrevo por que sei que me amas

Escrevo por que existes

Escrevo porque por que a minha dor e a mesma da de vocês.

Escrito por Ivan Cadima às 17h14
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01/11/2011


Ah Mar é si a ti

Ah Mar é si a ti

Amo o ceu, amo o sol, amo o mar...., me suspirasse certa noite.

Amar o ceú é fácil, é pra ele que sempre olho quando preciso lembrar do teu sorriso.

Amar o sol é vital, é nele que me banho de energia e de esperança de que um dia, num fim de tarde, estarei deitada em teus braços.

Amar o Mar é amar a mim mesma. Eu sou o mar. Eu sou amar. Suporto um navio de saudades nos meus ombros, mas também, inundo de amor os rios de corações passageiros enquanto espero tua chegada, marinheiro.

O mar me acalma, o mar me energiza ,o mar me prende ....e me liberta.

O mar tem um poder interessante sobre nós.  É como se pertencéssemos mais a ele do que à terra. Talvez por sermos mais água do que carne. Quem sabe? Como você bem falou, naquela tarde sob um ceu de sol a se deitar,  o mar nos prende , nos liberta, nos amedronta, nos encoraja, nos excita, nos romantiza...

Vai ver que é por isso que ele "balança", para "balançar" a gente. Quem sabe?

E nesse balanço, vivo na ressaca entre o amor de mulher e a carência de menina; vivo na maresia da espera de um almirante do meu coração ou de um pirata das minhas paixões.

Ah, maresia. A ti dedico minhas lágrimas de saudade.

Amar é si e a ti. Amar sou eu, esperar é você.

Aportes logo! Embarques e desbraves esse oceano de mulher que é só tua.

Mas, não se percas ao vento. Lembre-se que há, cá dentro, um mar e um amar de menina.

Escrito por Ivan Cadima às 19h46
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Olhar da Cegueira

 Olhar Da Cegueira

 

Olho-te e nao te vejo.

Pior! Olho-te e não me vejo.

 

Por que em tamanho par de olhos a cegueira impera?

 

Que colírio usar? Quais óculos tentar? Que lente comprar?

Será que me enxergas ou apenas me vês?

Talvez eu seja muito maior do que sonhaste um dia para ti e, assim, teus olhos se perdem em tamanha grandeza.

Ou será que sou pequeno demais para ser enxergado pela miopia da sua admiração?

 

Abre teus olhos!

Olhes a vida. Olhes o amor. Enxergues minha vida. Enxergues meu amor.

Como confiar a minha felicidade a olhos que não conseguem enxergar?

Se era para ser assim, menina, porque me deste aquele primeiro olhar?

Melhor seria ficar na escuridão de outrora. Mas me destes o doce e falso prazer da luz dos teus olhos.

E agora?

Escrito por Ivan Cadima às 09h45
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31/10/2011


Homenagem ao Sangue Lusitano

Homenagem ao Sangue Lusitano

 

Sabe, no fundo eu sou um sentimental. Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo ( além da sífilis, é claro).

Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar, o meu coração fecha os olhos e sinceramente chora.

Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto,
De tal maneira que, depois de feito,
Desencontrado, eu mesmo me contesto.

 

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito,
Me assombra a súbita impressão de incesto.

 

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa,
Mas meu peito se desabotoa.

 

E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa,
Pois que senão o coração perdoa.

 

Escrito por Ivan Cadima às 13h34
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